Pontypool

Título: Pontypool
Ano: 2008
Gênero: Terror / Suspense / Zumbis
Plataforma: Prime Video

Sinopse: em meio ao inverno rigoroso da cidade de Pontypool, Canadá, uma equipe de radialistas começa a transmitir um acidente ao vivo que resulta em uma infestação de zumbis.

Ah! Mais um filme de Zumbis! Não aguento mais!“. Não se engane. Não é só mais um filme de zumbis não. Embora seja um filme com um tema mais do que manjado, utiliza técnicas que fogem das mesmices para contar a história.

Primeiramente, o filme todo (99,9% vai) se passa dentro de um estúdio de rádio, indicando duas coisas: que o filme é de baixo orçamento (o que não significa que é um filme ruim) e que possui uma atmosfera mais tensa e apreensiva (o que é extremamente positivo).

É uma proposta um tanto quanto desafiadora, pois pode resultar em um filme moroso e chato, sendo necessário desenvolver bem a história na tela e ter criatividade nas reviravoltas para que o espectador não perca o interesse. Pontypool, mesmo com baixo orçamento, consegue se manter bem e ir entregando o mistério no ritmo certo, embora eu ache que se eu fosse o diretor (despretensioso, não é mesmo?), não teria demorado tanto para entregar a primeira reviravolta.

O que eu mais gostei é que tem um fator de inovação na história: o que faz com que as pessoas se tornem zumbis. Enfim, não vou falar o que é para não estragar a experiência de quem está lendo, mas é bem interessante, reflexivo e, de alguma maneira, incômodo.

Acredito que algumas pessoas acharão Pontypool muito confuso e que o detestarão, pois o filme requer um esforço mais reflexivo por parte do espectador. Outro ponto que poderá causar desânimo é que esse filme não possui cenas de ação com zumbis comedores de entranhas e tripas recheadas de fezes. Pelo contrário, a ação é mínima possível. O diretor aposta no sucesso ao criar uma atmosfera de mistério com um radialista que conversa com pessoas que dão depoimentos sobre o que está acontecendo na cidade. Poderia ter sido mais bem trabalhada essa atmosfera? Com certeza sim, mas mesmo assim o diretor conseguiu me conquistar e me deixar intrigado.

Em sua totalidade, é um bom filme. Poderiam ter aproveitado muito mais o contexto e explorado mais o mistério, mas mesmo assim, teve uma boa parcela de inovação, conseguindo intrigar o espectador. É um bom achado de terror fora da caixinha “Hollywoodiana” e que foge dos famosos estereótipos de filmes de zumbis tradicionais, embora em momento nenhum, mencione a palavra “zumbi”. Sendo assim, nem sei dizer se realmente a proposta era que as pessoas se transformassem em zumbis. Vai saber, né? Foi baseado em um livro e não sei dizer se nesse livro é mencionada a palavra zumbi.

Só pra fechar: Pontypool é um excelente candidato à compor minha prateleira de colecionáveis. 😍

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